Contra todas as expectativas, o sector automóvel poderá voltar a ter um boom de crescimento nos primeiros anos da próxima década.
Uma das razões é a actual contracção que certamente fará com que se sinta mais a recuperação. O sector automóvel está neste momento a atravessar uma forte crise relacionada com a crise mundial e com a subida dos custos do petróleo.
A questão principal que levará a um crescimento nas vendas de automóveis novos será a descida dos custos energéticos, bem como um aumento da sua eficiência energética. Ainda é cedo para afirmar com certeza qual será a forma de energia mainstream dentro de alguns anos, mas as alternativas estão a tornar-se cada vez mais económicas.
Ainda no tema das energias estão também a fazer-se grandes avanços da parte da eficiência energética. A tecnologia automóvel está agora a dar o salto da eficiência, que apenas não deu antes por falta de interesse.
A terceira razão é o aumento da classe média a nível mundial. A percentagem de população mundial que tem capacidades financeiras para adquirir um automóvel novo é cada vez maior. Em alguns países da Ásia e de África podemos esperar um aumento da compra de automóveis novos próximo dos 3 dígitos.
Outra razão será a diminuição do tempo de vida dos carros que tende a ser mais curto, devido à constante introdução de novas tecnologias e às restrições ambientais e de segurança crescentes. O tempo de vida útil de um carro deverá descer para bem menos de 10 anos. Por outro lado, os carros tendem a tornar-se mais baratos, mais leves e menos resistentes.
Outra razão é a terceira vaga e o fim dos horários de trabalho clássicos. As pessoas tendem a afastar-se do centro das cidades progressivamente e a distribuir-se pelo interior. Tendem também a abandonar o horário das 9h00 às 18h00 para horários mais incertos e flexíveis. Desta forma a ideia de que as nossas estradas já não conseguem suportar mais automóveis desaparece, pois estas passam a ser utilizadas em horários diferentes. Por último, espera-se também que as cidades e vilas tenham mais planeamento, com espaços para estacionar, estradas mais bem construídas e garagens subterrâneas.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O Petróleo não vai acabar
Já não é a primeira vez que digo que o petróleo nunca irá acabar. Mas desta vez, a imagem torna-se clara.
Tudo indica que o preço do petróleo está em queda continuada de preços. O que, à partida levaria os ambientalistas aos arames. Mas o resultado é o oposto.
O preço do petróleo está em queda, devido à redução da procura. As energias alternativas, combinadas com uma maior preocupação com a eficiência energética e a queda das principais bolsas mundiais contraíram fortemente a procura.
Do lado da oferta a reacção já se faz sentir. Os países exportadores de petróleo têm agora menos argumentos para extrair petróleo nos locais mais dispendiosos. Por um lado, o petróleo já não é tão rentável assim e por outro, querem manter os preços elevados e os custos de extração baixo pelo máximo de tempo possível.
Do nosso lado, só temos de fazer a nossa batalha. Conseguir reduzir o consumo ao máximo, para que os preços continuem a descer ainda mais, a nossa dependência seja reduzida ao máximo e consigamos proteger o ambiente.
Quem se salva? Não só o ambiente, mas também as economias dos países importadores.
No final foram os ambientalistas que protegeram as frágeis economias.
Tudo indica que o preço do petróleo está em queda continuada de preços. O que, à partida levaria os ambientalistas aos arames. Mas o resultado é o oposto.
O preço do petróleo está em queda, devido à redução da procura. As energias alternativas, combinadas com uma maior preocupação com a eficiência energética e a queda das principais bolsas mundiais contraíram fortemente a procura.
Do lado da oferta a reacção já se faz sentir. Os países exportadores de petróleo têm agora menos argumentos para extrair petróleo nos locais mais dispendiosos. Por um lado, o petróleo já não é tão rentável assim e por outro, querem manter os preços elevados e os custos de extração baixo pelo máximo de tempo possível.
Do nosso lado, só temos de fazer a nossa batalha. Conseguir reduzir o consumo ao máximo, para que os preços continuem a descer ainda mais, a nossa dependência seja reduzida ao máximo e consigamos proteger o ambiente.
Quem se salva? Não só o ambiente, mas também as economias dos países importadores.
No final foram os ambientalistas que protegeram as frágeis economias.
Restaurantes recorrem ao outsourcing de cozinhas
O conceito não é totalmente novo. A inovação reside no conceito e nas razões que levam a esta separação.
Na realidade portuguesa existe uma grande necessidade de restaurantes de preços baixos em zonas de escritórios. Por outro lado, os espaços para restaurantes nas zonas de escritórios são extremamente caros.
Se pensarmos bem, o restaurante conforme o conhecemos, são dois negócios num só: cozinha e serventia. Porque não separar estes dois negócios ?
Numa zona onde o metro quadrado chega a custar largas dezenas de euros por mês, não queremos perder metade do espaço com a cozinha, perdendo assim toda a rentabilidade (facturação/metro quadrado).
Os restaurantes que passam a ter apenas serventia, colocam-se sobretudo em pisos térreos, em zonas caras, esplanadas, centros comerciais e afins. As cozinhas colocam-se em bairros mais baratos, com menos escritórios, em traseiras de prédios ou no cimo de edifícios, mas sempre com condições máximas de higiene de forma a respeitar com todas as normas. Até se torna mais fácil cumprir as normas de higiene quando cozinha e espaço de refeições não são o mesmo.
Ao separar os dois negócios cada um pode fazer o que faz melhor. Uma só cozinha pode cozinhar para vários restaurantes. Um grande cozinheiro consegue assim ver rentabilizado o seu trabalho e os clientes conseguem ter acesso a uma cozinha de nível superior por um preço inferior.
E qualquer pessoa que não perceba muito de cozinha, mas seja trabalhador e tenha olho para o negócio, consegue assim abrir o seu negócio e preocupar-se apenas em escolher o melhor fornecedor e garantir o melhor serviço aos seus clientes.
Na realidade portuguesa existe uma grande necessidade de restaurantes de preços baixos em zonas de escritórios. Por outro lado, os espaços para restaurantes nas zonas de escritórios são extremamente caros.
Se pensarmos bem, o restaurante conforme o conhecemos, são dois negócios num só: cozinha e serventia. Porque não separar estes dois negócios ?
Numa zona onde o metro quadrado chega a custar largas dezenas de euros por mês, não queremos perder metade do espaço com a cozinha, perdendo assim toda a rentabilidade (facturação/metro quadrado).
Os restaurantes que passam a ter apenas serventia, colocam-se sobretudo em pisos térreos, em zonas caras, esplanadas, centros comerciais e afins. As cozinhas colocam-se em bairros mais baratos, com menos escritórios, em traseiras de prédios ou no cimo de edifícios, mas sempre com condições máximas de higiene de forma a respeitar com todas as normas. Até se torna mais fácil cumprir as normas de higiene quando cozinha e espaço de refeições não são o mesmo.
Ao separar os dois negócios cada um pode fazer o que faz melhor. Uma só cozinha pode cozinhar para vários restaurantes. Um grande cozinheiro consegue assim ver rentabilizado o seu trabalho e os clientes conseguem ter acesso a uma cozinha de nível superior por um preço inferior.
E qualquer pessoa que não perceba muito de cozinha, mas seja trabalhador e tenha olho para o negócio, consegue assim abrir o seu negócio e preocupar-se apenas em escolher o melhor fornecedor e garantir o melhor serviço aos seus clientes.
domingo, 5 de outubro de 2008
Portugal Inovador – Weak Signals ou Wishfull Thinking?
Ainda é cedo para falar em mudança, mas nas últimas semanas Portugal apareceu por duas vezes nos círculos de Prospectiva e Estudos Futuros Internacionais. E das duas vezes por questões de inovações tecnológicas.
Sob a direcção da investigadora Elvira Fortunato, na Universidade Nova de Lisboa, conseguiram-se produzir processadores em diferentes materiais como papel e vidro.
Na semana que passou começou a funcionar a central de produção energética através da força das Ondas. Uma técnica que se poderá tornar comuns em países costeiros.
Ambos os avanços foram considerados de grande significado para o mundo na medida em que são de tal forma inovadores e disruptivos que marcam o caminho para o desenvolvimento futuro.
Se a estes dois grandes passos juntarmos os planos do choque tecnológico, cujos resultados ainda são difíceis de avaliar, começamos a ver um país que talvez já não seja mais o país do velho do Restelo e do Zé Povinho.
Mas Weak Signals são apenas isso. Pequenos sinais de algo que poderá, ou não, tornar-se uma tendência ou uma mudança.
Sob a direcção da investigadora Elvira Fortunato, na Universidade Nova de Lisboa, conseguiram-se produzir processadores em diferentes materiais como papel e vidro.
Na semana que passou começou a funcionar a central de produção energética através da força das Ondas. Uma técnica que se poderá tornar comuns em países costeiros.
Ambos os avanços foram considerados de grande significado para o mundo na medida em que são de tal forma inovadores e disruptivos que marcam o caminho para o desenvolvimento futuro.
Se a estes dois grandes passos juntarmos os planos do choque tecnológico, cujos resultados ainda são difíceis de avaliar, começamos a ver um país que talvez já não seja mais o país do velho do Restelo e do Zé Povinho.
Mas Weak Signals são apenas isso. Pequenos sinais de algo que poderá, ou não, tornar-se uma tendência ou uma mudança.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Um negócio para a Sibéria
O armazenamento de dados é um negócio crescente, mas com uma grande dificuldade.
Os armazenadores de dados de grandes dimensões apesar dos avanços tecnologicos produzem demasiado calor e por isso gastam fortunas em equipamentos de arrefecimento.
Mas como sabemos não existe forma de produzir frio, apenas de o separar do calor. É por isso que quando passamos ao lado de uma arca frigorífica no supermercado sentimos um calor nas pernas que vem do sistema de arrefecimento.
Para piorar a situação, esse arrefecimento é altamente dispendioso de energia.
O local ideal para construir grandes armazenadores de dados é em países frios. Zonas como a Sibéria, o Alaska ou simplesmente países Norte-Europeus vão ter grande interesse em investir neste sector que tem um crescimento exponencial sem fim à vista.
Pelo facto de o seu clima ser frio, vão gastar muito menos dinheiro no arrefecimento e vão ainda ter a hipótese de aproveitar esse calor.
A energia térmica pode ser usada para aquecer piscinas, produzir energia ou aquecer casas até uma distância de 3Km.
Esta é uma oportunidade que os países mais frios não podem perder.
Os armazenadores de dados de grandes dimensões apesar dos avanços tecnologicos produzem demasiado calor e por isso gastam fortunas em equipamentos de arrefecimento.
Mas como sabemos não existe forma de produzir frio, apenas de o separar do calor. É por isso que quando passamos ao lado de uma arca frigorífica no supermercado sentimos um calor nas pernas que vem do sistema de arrefecimento.
Para piorar a situação, esse arrefecimento é altamente dispendioso de energia.
O local ideal para construir grandes armazenadores de dados é em países frios. Zonas como a Sibéria, o Alaska ou simplesmente países Norte-Europeus vão ter grande interesse em investir neste sector que tem um crescimento exponencial sem fim à vista.
Pelo facto de o seu clima ser frio, vão gastar muito menos dinheiro no arrefecimento e vão ainda ter a hipótese de aproveitar esse calor.
A energia térmica pode ser usada para aquecer piscinas, produzir energia ou aquecer casas até uma distância de 3Km.
Esta é uma oportunidade que os países mais frios não podem perder.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Arma contra a Inteligência Artificial ?
Se você é uma das pessoas que não dormia assustado com a possibilidade de uma máquina desenvolver inteligência artificial e a vontade de dominar o mundo, já pode voltar a dormir.
Os Americanos (só podia) desenvolveram uma arma (típico) capaz de nos proteger desta ou outras calamidades: Um gerador de impulso eletro-magnético.
Quem gosta de filmes de ficção científica concerteza que já ouviu falar do EMI (Eletric Magnetic Impulse). Todas as máquinas produzem um impulso electromagnético, mas muito baixo. Já uma bomba nuclear produz um impulso eletrómagnético capaz de danificar todos os equipamentos eléctricosno seu raio de acção.
O novo brinquedo americano custa nada menos que 7.5 milhões de dólares.
Certamente que esta arma não foi criada contra a inteligência artificial. Na verdade, foi criada para um cenário de invasão. Desde a catástrofe de Nova Orleães que muitos estudos a vários níveis, como prospectiva e investigação operacional foram criados para wild cards catastróficos.
No caso dos EUA serem invadidos, o lançamento de um impulso eletrómagnético deixaria americanos e invasores sem telecomunicações o que os deixaria completamente impotentes. A situação de Nova Orleães fê-los perceber que os cidadãos americanos ao serem deparados com um cenário de catástrofe e pânico rapidamente entrariam em estado de sobrevivência.
Não deixa de ser irónico que mais uma vez, bem ao estilo americano: O Mundo está mais seguro com esta arma.
Terminator, já foste.
Os Americanos (só podia) desenvolveram uma arma (típico) capaz de nos proteger desta ou outras calamidades: Um gerador de impulso eletro-magnético.
Quem gosta de filmes de ficção científica concerteza que já ouviu falar do EMI (Eletric Magnetic Impulse). Todas as máquinas produzem um impulso electromagnético, mas muito baixo. Já uma bomba nuclear produz um impulso eletrómagnético capaz de danificar todos os equipamentos eléctricosno seu raio de acção.
O novo brinquedo americano custa nada menos que 7.5 milhões de dólares.
Certamente que esta arma não foi criada contra a inteligência artificial. Na verdade, foi criada para um cenário de invasão. Desde a catástrofe de Nova Orleães que muitos estudos a vários níveis, como prospectiva e investigação operacional foram criados para wild cards catastróficos.
No caso dos EUA serem invadidos, o lançamento de um impulso eletrómagnético deixaria americanos e invasores sem telecomunicações o que os deixaria completamente impotentes. A situação de Nova Orleães fê-los perceber que os cidadãos americanos ao serem deparados com um cenário de catástrofe e pânico rapidamente entrariam em estado de sobrevivência.
Não deixa de ser irónico que mais uma vez, bem ao estilo americano: O Mundo está mais seguro com esta arma.
Terminator, já foste.
Podem as algas salvar o mundo ?
Segundo o U.S. Department of Energy, as algas de esgoto poderão ser a maior esperança do mundo e da humanidade resolverem os seus maiores problemas: aquecimento global, produção energética e decomposição de resíduos orgânicos.
Uma descoberta recente pela universidade de Virginia indica que as algas de esgoto podem ser desenvolvidas artificialmente através da adição de Dióxido de carbono, principal causador do aquecimento global, ou de resíduos orgânicos provenientes de qualquer esgoto.
O mais impressionante nesta descoberta não é o que consome, mas sim o que liberta. Nada menos do que um bio-combustível.
As investigações ainda não estão terminadas nem este sistema está pronto para instalação. Mas a ter sistema, poderemos vir a ter centro de tratamentos por algas em vez das convencionais ETARs e aplicar em centrais de carvão (grandes responsáveis pelo aquecimento global)
Uma descoberta recente pela universidade de Virginia indica que as algas de esgoto podem ser desenvolvidas artificialmente através da adição de Dióxido de carbono, principal causador do aquecimento global, ou de resíduos orgânicos provenientes de qualquer esgoto.
O mais impressionante nesta descoberta não é o que consome, mas sim o que liberta. Nada menos do que um bio-combustível.
As investigações ainda não estão terminadas nem este sistema está pronto para instalação. Mas a ter sistema, poderemos vir a ter centro de tratamentos por algas em vez das convencionais ETARs e aplicar em centrais de carvão (grandes responsáveis pelo aquecimento global)
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