O mercado do petróleo tem características distintas da maioria dos outros mercados.
O petróleo tem pouca elasticidade tanto do lado da oferta quanto do lado da procura. Isto significa que quando, por alguma razão, há uma variação brusca de um dos lados, o outro não consegue se adaptar e o preço reage abruptamente.
Por exemplo, durante os anos 90 e início da nova década o consumo aumentou progressivamente e os preços dispararam exponencialmente. Em 1998, o consumo caiu e o preço caiu de 174 para menos de 40 dólares o barril.
Mas tal não quer dizer que os dois lados não tenham capacidade de se adaptar, apenas quer dizer que não o conseguem fazer rapidamente. Ou seja, a maioria dos condutores não altera os seus hábitos nem muda de automóvel porque o preço do combustível teve uma variação de 30%. Nem uma empresa passa a transportar os seus produtos por comboio de uma semana para a outra.
Também do lado da produção, não se pode abrir ou fechar uma base petrolífera no espaço de um mês.
Todas estas adaptações demoram tempo. Qualquer infra-estrutura relacionada com produção ou consumo de energia demora tempo a ser construída ou desactivada.
Então se a reacção demora tempo, o que devemos esperar da estabilização do preço é também algum atraso o que justifica as flutuações enormes que temos observado. Qualquer pico para cima ou para baixo do preço, será resultado de um aumento ou redução da produção ou consumo, mas com o tempo a contra-parte deverá ajustar e desta forma trazer o preço a um ponto de equilíbrio.
À partida diria que o preço de equilíbrio andará por volta dos 80 dólares o barril. Mas poderemos nunca chegar a ver este valor estabilizado. Pois se do lado da oferta existe a tendência para contrair a oferta e especular o valor de marcado, do outro, existe a vontade de encontrar fontes de energia alternativas reduzindo progressivamente o consumo e a dependência desta fonte de energia.
Os países importadores de petróleo sabem hoje que a sua dependência energética traz consequências muito graves para a economia e também para o ambiente e estão mais dispostos a fazer grandes esforços para a reduzir.
domingo, 12 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Falta de água
Já não deverá ser novidade para a maioria de vós, mas a ameaça da escassez de água ganha cada vez mais força.
Espera-se que dentro de 20 anos metade da população mundial sofra gravemente de escassez de água e que dentro de poucos anos este se torne o tema mais importante nas discussões económicas internacionais.
Para além das mortes directas que a escassez de água pode causar, espera-se que, ficando fora de controle, seja causa de vários conflitos a níveis nacional e internacional.
Portugal deverá ser dos países mais afectados. A maioria dos portugueses tende a achar que temos muita abundância de água e que nunca sentiremos falta, mas é exactamente esse conceito que nos faz ter hábitos de desperdício tornando-nos assim mais vulneráveis.
São de esperar medidas de prevenção no curto-prazo como aumento de taxas sobre a água, incentivos para processos de dessalinização da água e medidas de racionalização.
Acrescento eu que uma medida para combater esta e outras necessidades prementes do ambiente e da economia global seria um imposto sobre a carne. Recordo que ao ingerirmos carne estamos a consumir 10 a 13 vezes mais vegetais do que se ingeríssemos vegetais. Do consumo abusivo de carne resulta falta de água, falta de energia, aquecimento global, desflorestação e fome.
Espera-se que dentro de 20 anos metade da população mundial sofra gravemente de escassez de água e que dentro de poucos anos este se torne o tema mais importante nas discussões económicas internacionais.
Para além das mortes directas que a escassez de água pode causar, espera-se que, ficando fora de controle, seja causa de vários conflitos a níveis nacional e internacional.
Portugal deverá ser dos países mais afectados. A maioria dos portugueses tende a achar que temos muita abundância de água e que nunca sentiremos falta, mas é exactamente esse conceito que nos faz ter hábitos de desperdício tornando-nos assim mais vulneráveis.
São de esperar medidas de prevenção no curto-prazo como aumento de taxas sobre a água, incentivos para processos de dessalinização da água e medidas de racionalização.
Acrescento eu que uma medida para combater esta e outras necessidades prementes do ambiente e da economia global seria um imposto sobre a carne. Recordo que ao ingerirmos carne estamos a consumir 10 a 13 vezes mais vegetais do que se ingeríssemos vegetais. Do consumo abusivo de carne resulta falta de água, falta de energia, aquecimento global, desflorestação e fome.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Crise que acabará com todas as Crises
Quem saiba de onde vem esta frase ganha pouca esperança ao ouvi-la. A guerra que foi chamada de “A guerra que acabará com todas as guerras” viria mais tarde a ser chamada como “A Primeira”.
Mas ainda assim, a possibilidade de esta crise vir a tornar-se como a última das crises existe e tem uma forte razão de ser.
Embora se fale maioritariamente de uma crise, estamos neste momento a atravessar três crises, que se juntam numa só: Financeira, Alimentar e a Ambiental.
Para quem possa não saber a crise alimentar foi uma subida generalizada do preço dos produtos alimentares que surgiu quando se começou a utilizar produtos agrícolas para produzir bio-diesel. Não foi a única causa, mas foi considerada como a principal. Aconteceu um pouco antes da crise financeira tomar dimensão.
Contudo, estas 3 crises têm algo muito em comum. As três têm origem na globalização e as três apenas poderão encontrar solução na globalização, ou melhor dizendo, na cooperação global.
A Crise (na globalidade das três) veio ensinar-nos as regras da globalização. E essas regras são que ninguém sofre sozinho e que o que acontece num local, num grupo ou numa classe social repercute-se em todos os outros.
Para dar um exemplo, a crise económica começou nos pequenos agentes, famílias que não conseguiam pagar os empréstimos das suas habitações, e rapidamente se transferiu para os grandes agentes. Na 2ª fase em que as bolsas caiam a pique, houve quem achasse que este era um problema dos ricos, mas rapidamente a contracção do investimento levou ao encerramento de muitas empresas e ao aumento do desemprego.
Por outro lado, a mesma crise começou nos EUA e rapidamente se alastrou para a Europa, Ásia e acabou por prejudicar o mundo inteiro.
Já no momento de resolver a crise, os líderes do mundo começam a perceber a importância de se unirem, porque apenas unindo esforços conseguem resolver um problema que é de todos.
Hoje sabemos que cada povo sem escolas, que cada país com fome e doenças, que cada região que empobrece significa um perigo para o mundo. De uma forma ou de outra, pagamos o preço das feridas do mundo e porque isolar já não é possível, a única possibilidade que temos é ajudar-nos uns aos outros.
Epidemias, terrorismo, crime organizado, quedas da bolsa, imigração ilegal, tráfico de armas drogas e pessoas. Tudo isto são ameaças que não conhecem fronteiras e que se alastram pelo mundo como qualquer vírus.
Já aprendemos as regras. A probabilidade de este cenário de acabarmos com todas as crises depende apenas da nossa (humanidade) capacidade de aprendermos estas regras tão simples ?
Mas ainda assim, a possibilidade de esta crise vir a tornar-se como a última das crises existe e tem uma forte razão de ser.
Embora se fale maioritariamente de uma crise, estamos neste momento a atravessar três crises, que se juntam numa só: Financeira, Alimentar e a Ambiental.
Para quem possa não saber a crise alimentar foi uma subida generalizada do preço dos produtos alimentares que surgiu quando se começou a utilizar produtos agrícolas para produzir bio-diesel. Não foi a única causa, mas foi considerada como a principal. Aconteceu um pouco antes da crise financeira tomar dimensão.
Contudo, estas 3 crises têm algo muito em comum. As três têm origem na globalização e as três apenas poderão encontrar solução na globalização, ou melhor dizendo, na cooperação global.
A Crise (na globalidade das três) veio ensinar-nos as regras da globalização. E essas regras são que ninguém sofre sozinho e que o que acontece num local, num grupo ou numa classe social repercute-se em todos os outros.
Para dar um exemplo, a crise económica começou nos pequenos agentes, famílias que não conseguiam pagar os empréstimos das suas habitações, e rapidamente se transferiu para os grandes agentes. Na 2ª fase em que as bolsas caiam a pique, houve quem achasse que este era um problema dos ricos, mas rapidamente a contracção do investimento levou ao encerramento de muitas empresas e ao aumento do desemprego.
Por outro lado, a mesma crise começou nos EUA e rapidamente se alastrou para a Europa, Ásia e acabou por prejudicar o mundo inteiro.
Já no momento de resolver a crise, os líderes do mundo começam a perceber a importância de se unirem, porque apenas unindo esforços conseguem resolver um problema que é de todos.
Hoje sabemos que cada povo sem escolas, que cada país com fome e doenças, que cada região que empobrece significa um perigo para o mundo. De uma forma ou de outra, pagamos o preço das feridas do mundo e porque isolar já não é possível, a única possibilidade que temos é ajudar-nos uns aos outros.
Epidemias, terrorismo, crime organizado, quedas da bolsa, imigração ilegal, tráfico de armas drogas e pessoas. Tudo isto são ameaças que não conhecem fronteiras e que se alastram pelo mundo como qualquer vírus.
Já aprendemos as regras. A probabilidade de este cenário de acabarmos com todas as crises depende apenas da nossa (humanidade) capacidade de aprendermos estas regras tão simples ?
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Biochar – Agrochar – Terra Preta
Depois de escrever o último post onde falava sobre formas de retroceder no aquecimento global soube de uma nova forma de o conseguir. Talvez a mais espantosa das três.
Refiro-me À produção de Terra Preta atráves da Pirolise de biomassa.
Biomassa define quaisquer resíduos orgânico, sejam provenientes da agricultura, pecuária, serrações, etc..
A pirólise é um método de combustão sem oxigénio. O facto de não se utilizar oxigénio faz com que este processo não produza CO2, que é o grande culpado do aquecimento global. Este processo tem ainda um efeito secundário que é o de produzir muita energia. Embora o objectivo desta pirólise seja produzir a terra preta, uma matéria mais valiosa que o petróleo, este processo produz mais energia do que consome (salvo seja).
Após este processo o resultado é uma concentração enorme de carbono. Para retirarmos o carbono do ar (do CO2), basta colocá-lo no solo de forma a equilibrar o que retiramos em petróleo.
Mas o que este processo tem de surpreendente é as características e história desse produto final.
Curiosamente, o nome original deste produto é em português.
O nome Terra Preta vem da Amazónia e é a grande característica que torna essa a maior e mais densa floresta do mundo.
Naturalmente, o solo mais rico em carbono é também o mais fértil, pois o carbono é a base de toda a matéria orgânica. Ou seja, a Terra Preta é o fertilizante mais poderoso existente tornando-se muito útil para acabar com a fome no mundo, ou para promover o desenvolvimento dos países mais pobres.
Resumindo, pegamos em resíduos, queimamos produzindo energia, retiramos Carbono do ciclo reduzindo o aquecimento global e no final ficamos com o melhor fertilizante do mundo.
Este processo já existe e já é utilizado, mas ainda não é feito em grande escala. Contudo, a dualidade de usar resíduos orgânicos e contribuir para o desenvolvimento da agricultura, poderá tornar esta técnica numa tendência.
Refiro-me À produção de Terra Preta atráves da Pirolise de biomassa.
Biomassa define quaisquer resíduos orgânico, sejam provenientes da agricultura, pecuária, serrações, etc..
A pirólise é um método de combustão sem oxigénio. O facto de não se utilizar oxigénio faz com que este processo não produza CO2, que é o grande culpado do aquecimento global. Este processo tem ainda um efeito secundário que é o de produzir muita energia. Embora o objectivo desta pirólise seja produzir a terra preta, uma matéria mais valiosa que o petróleo, este processo produz mais energia do que consome (salvo seja).
Após este processo o resultado é uma concentração enorme de carbono. Para retirarmos o carbono do ar (do CO2), basta colocá-lo no solo de forma a equilibrar o que retiramos em petróleo.
Mas o que este processo tem de surpreendente é as características e história desse produto final.
Curiosamente, o nome original deste produto é em português.
O nome Terra Preta vem da Amazónia e é a grande característica que torna essa a maior e mais densa floresta do mundo.
Naturalmente, o solo mais rico em carbono é também o mais fértil, pois o carbono é a base de toda a matéria orgânica. Ou seja, a Terra Preta é o fertilizante mais poderoso existente tornando-se muito útil para acabar com a fome no mundo, ou para promover o desenvolvimento dos países mais pobres.
Resumindo, pegamos em resíduos, queimamos produzindo energia, retiramos Carbono do ciclo reduzindo o aquecimento global e no final ficamos com o melhor fertilizante do mundo.
Este processo já existe e já é utilizado, mas ainda não é feito em grande escala. Contudo, a dualidade de usar resíduos orgânicos e contribuir para o desenvolvimento da agricultura, poderá tornar esta técnica numa tendência.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Preço do petróleo para sempre baixo
O preço do petróleo poderá nunca voltar a subir para os valores astronómicos a que já nos estávamos a habituar. Podemos afirmar com um grau elevado de certeza que não voltaremos a ver o valor de 147 dólares, como assistimos anteriormente.
O preço varia sobretudo em função das duas variáveis: oferta e procura. E como sabemos o preço do petróleo subiu vertiginosamente numa altura em que a procura aumentava de forma exponencial e caiu estrondosamente com a crise e com algum efeito dos ambientalistas.
Mas esta crise está a dar a hipótese a muitos governos de colocar medidas ambientais. Observe-se com especial atenção o exemplo dos EUA.
Já antes da crise os EUA estavam a ganhar uma preocupação para a sua dependência do petróleo importado. Neste momento querem reduzir o seu consumo de petróleo para que nunca mais tenham de importar. É de especial importância o factor de que o mais provável futuro inimigo dos EUA é o Irão, que é também o 2º maior exportador de petróleo do mundo.
Mesmo que os EUA não comprem petróleo ao Irão fazem subir o preço do precioso líquido o que beneficia todos os exportadores. Naturalmente, os EUA não têm nenhum interesse em fazer enriquecer um possível inimigo.
A esta preocupação junta-se a ambiental, que já ninguém com dois dedos de testa, ignora.
É preciso ainda ver que também o elevado custo do petróleo foi um impulsionador para a actual crise. A subida do custo de vida de muitas famílias foi um dos factores que contribuiu para o crédito mal parado, que viria a fazer com que rebentasse a crise.
E a preocupação mais simples e linear de todas é a balança comercial, onde nenhum país gosta de estar a perder. E a energia é sem dúvida um recurso fundamental que desequilibra a balança.
À medida que a economia for recuperando será de esperar um aumento da procura, mas esta crise também está a ajudar a ganhar tempo para aplicar as energias alternativas. E também a forma como consumimos energia está a mudar. Cada vez mais há uma preocupação na eficiência energética. Claro que a esmagadora maioria dos indivíduos está mais preocupado com o que vai gastar em combustível do que com o ambiente, mas isso não o impede de escolher o carro mais ecológico.
Importa também ver que algumas economias habituadas a consumos desregrados vão demorar a recuperar. A Islândia onde o SUV era visto como uma comodity é o maior exemplo disso.
Entretanto vão também entrando em cena cada vez mais impostos ambientais e outras medidas políticas como melhores transportes públicos e mais portagens. Esta época de preços baixos no petróleo e necessidade de medidas keynesianas está a ser útil para a construção de infra-estruturas mais verdes. Para além dos transportes estou também a falar de centrais de energia solar e eólica e formas inovadoras de produzir energia, como por exemplo em biodiesel.
Enquanto antes da crise a preocupação com o ambiente parecia estar sempre do lado oposto ao da economia, agora vemos as preocupações com o ambiente e com a economia do mesmo lado.
energia estão a mudar drasticamente.
O preço varia sobretudo em função das duas variáveis: oferta e procura. E como sabemos o preço do petróleo subiu vertiginosamente numa altura em que a procura aumentava de forma exponencial e caiu estrondosamente com a crise e com algum efeito dos ambientalistas.
Mas esta crise está a dar a hipótese a muitos governos de colocar medidas ambientais. Observe-se com especial atenção o exemplo dos EUA.
Já antes da crise os EUA estavam a ganhar uma preocupação para a sua dependência do petróleo importado. Neste momento querem reduzir o seu consumo de petróleo para que nunca mais tenham de importar. É de especial importância o factor de que o mais provável futuro inimigo dos EUA é o Irão, que é também o 2º maior exportador de petróleo do mundo.
Mesmo que os EUA não comprem petróleo ao Irão fazem subir o preço do precioso líquido o que beneficia todos os exportadores. Naturalmente, os EUA não têm nenhum interesse em fazer enriquecer um possível inimigo.
A esta preocupação junta-se a ambiental, que já ninguém com dois dedos de testa, ignora.
É preciso ainda ver que também o elevado custo do petróleo foi um impulsionador para a actual crise. A subida do custo de vida de muitas famílias foi um dos factores que contribuiu para o crédito mal parado, que viria a fazer com que rebentasse a crise.
E a preocupação mais simples e linear de todas é a balança comercial, onde nenhum país gosta de estar a perder. E a energia é sem dúvida um recurso fundamental que desequilibra a balança.
À medida que a economia for recuperando será de esperar um aumento da procura, mas esta crise também está a ajudar a ganhar tempo para aplicar as energias alternativas. E também a forma como consumimos energia está a mudar. Cada vez mais há uma preocupação na eficiência energética. Claro que a esmagadora maioria dos indivíduos está mais preocupado com o que vai gastar em combustível do que com o ambiente, mas isso não o impede de escolher o carro mais ecológico.
Importa também ver que algumas economias habituadas a consumos desregrados vão demorar a recuperar. A Islândia onde o SUV era visto como uma comodity é o maior exemplo disso.
Entretanto vão também entrando em cena cada vez mais impostos ambientais e outras medidas políticas como melhores transportes públicos e mais portagens. Esta época de preços baixos no petróleo e necessidade de medidas keynesianas está a ser útil para a construção de infra-estruturas mais verdes. Para além dos transportes estou também a falar de centrais de energia solar e eólica e formas inovadoras de produzir energia, como por exemplo em biodiesel.
Enquanto antes da crise a preocupação com o ambiente parecia estar sempre do lado oposto ao da economia, agora vemos as preocupações com o ambiente e com a economia do mesmo lado.
energia estão a mudar drasticamente.
Inverter o Aquecimento Global
Inverter o aquecimento global parece à primeira vista impossível porque mesmo que parássemos com as emissões de dióxido de carbono provenientes do petróleo, a quantidade de CO2 não diminuía. Simplesmente parava de aumentar. E mesmo isso talvez não.
Mas como seria de esperar existem esforços no sentido de encontrar uma forma de conseguir retirar o CO2 da atmosfera anulando o aquecimento global e todas as suas consequências.
Desses esforços existem 2 que merecem especial atenção. Um de elevada probabilidade de sucesso, mas com um potencial não muito elevado elevado e outra com um potencial estrondoso, mas de probabilidade de sucesso mais baixa.
A primeira está a ser tentada em Portugal. Um laboratório do MIT descobriu uma forma de produzir biodiesel através das algas de esgoto. Na verdadetodas as algas de esgoto produzem biodiesel, mas em pequenas quantidades. O pormenor fantástico é que a forma de as levar a produzir mais biodiesel é através da adição de CO2.
São duas vitórias numa só tecnologia. Por um lado, retira-se CO2 do ar e por outro temos um combustível que não contribui para o aquecimento global. As algas como todas as plantas e animais são formas de vida baseadas em carbono, portanto retêm em si o carbono. A diferença é que estas algas têm uma elevada densidade de carbono.
A segunda possibilidade é tão fantástica que chega a parecer ficção científica, contudo está a ser tentada numa cooperação dos governos da Índia e da Alemanha.
Como expliquei antes, as plantas são um ponto de retenção de carbono fantástico, sendo que a fotossíntese consiste exactamente em pegar no CO2, reter o carbono e libertar O2. O carbono passa então a fazer parte da planta.
Mas ao contrário do que se possa pensar a maioria das plantas, não vive na superfície terrestre, mas sim no fundo do mar. Aliás, a deterioração do nosso ecossistema é muito mais visível nos oceanos do que na superfície terrestre. O nível de acidez tem feito com que a fauna sub-aquática desapareça libertando ainda mais CO2 para os mares e para a atmosfera.
Mas supostamente é possível estimular a reprodução das plantas marinhas espalhando ferro pelos oceanos. Segundo os defensores desta possibilidade, espalhando este elemento químico na água este estimulará o desenvolvimento das plantas de forma estrondosa.
A relação apresentada é de uma só tonelada de ferro para retirar várias toneladas de carbono da Atmosfera.
Já há alguns anos que esta teoria é apresentada, mas era vista como um pouco rebuscada. Mas aparentemente, a possibilidade de ela estar certa é suficiente para se tentar.
Se alguma destas técnicas terá um sucesso estrondoso, ainda é muito cedo para dizer. Mas para além da possibilidade de sucesso são sinais fortes de que a forma de se pensar o ambiente e a energia estão a mudar drasticamente.
Mas como seria de esperar existem esforços no sentido de encontrar uma forma de conseguir retirar o CO2 da atmosfera anulando o aquecimento global e todas as suas consequências.
Desses esforços existem 2 que merecem especial atenção. Um de elevada probabilidade de sucesso, mas com um potencial não muito elevado elevado e outra com um potencial estrondoso, mas de probabilidade de sucesso mais baixa.
A primeira está a ser tentada em Portugal. Um laboratório do MIT descobriu uma forma de produzir biodiesel através das algas de esgoto. Na verdadetodas as algas de esgoto produzem biodiesel, mas em pequenas quantidades. O pormenor fantástico é que a forma de as levar a produzir mais biodiesel é através da adição de CO2.
São duas vitórias numa só tecnologia. Por um lado, retira-se CO2 do ar e por outro temos um combustível que não contribui para o aquecimento global. As algas como todas as plantas e animais são formas de vida baseadas em carbono, portanto retêm em si o carbono. A diferença é que estas algas têm uma elevada densidade de carbono.
A segunda possibilidade é tão fantástica que chega a parecer ficção científica, contudo está a ser tentada numa cooperação dos governos da Índia e da Alemanha.
Como expliquei antes, as plantas são um ponto de retenção de carbono fantástico, sendo que a fotossíntese consiste exactamente em pegar no CO2, reter o carbono e libertar O2. O carbono passa então a fazer parte da planta.
Mas ao contrário do que se possa pensar a maioria das plantas, não vive na superfície terrestre, mas sim no fundo do mar. Aliás, a deterioração do nosso ecossistema é muito mais visível nos oceanos do que na superfície terrestre. O nível de acidez tem feito com que a fauna sub-aquática desapareça libertando ainda mais CO2 para os mares e para a atmosfera.
Mas supostamente é possível estimular a reprodução das plantas marinhas espalhando ferro pelos oceanos. Segundo os defensores desta possibilidade, espalhando este elemento químico na água este estimulará o desenvolvimento das plantas de forma estrondosa.
A relação apresentada é de uma só tonelada de ferro para retirar várias toneladas de carbono da Atmosfera.
Já há alguns anos que esta teoria é apresentada, mas era vista como um pouco rebuscada. Mas aparentemente, a possibilidade de ela estar certa é suficiente para se tentar.
Se alguma destas técnicas terá um sucesso estrondoso, ainda é muito cedo para dizer. Mas para além da possibilidade de sucesso são sinais fortes de que a forma de se pensar o ambiente e a energia estão a mudar drasticamente.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O Preço do Gás
O preço do gás deverá disparar nos próximos anos, caso as energias alternativas não ganhem rapidamente força.
Nos últimos meses têm surgido várias notícias que anunciam a existência de um Cartel sobre o Gás semelhante ao que a OPEP faz sobre o petróleo. Controlado especialmente pela Rússia existe uma pressão forte para que o preço do gás suba, o que trás consequências graves para a Europa.
Contudo, o preço do gás de momento não pode subir muito, porque o gás e o petróleo são produtos concorrenciais. E como o petróleo tem estado a preços muito baixos, o gás não pode subir, para não ser totalmente substituído.
Aquando de uma recuperação da economia, também o preço do petróleo deverá voltar a subir para valores acima dos 100 dólares. Devemos estar preparados para que quando tal aconteça, também o preço do gás suba na mesma proporção.
Contudo, as energias alternativas poderão dar uma ajuda à Economia.
O gás e o petróleo são fortemente utilizados na produção de electricidade e calor.
Nestes dois casos as energias alternativas começam a ganhar terreno e competitividade face ao petróleo e ao gás. Os países, como EUA e Portugal, que estão preocupados com a sua dependência energética, vêem-se obrigados a procurar alternativas, porque a sua economia depende disso.
Já nos combustíveis (gasolina, gasóleo e GPL) as alternativas ainda são fracas concorrentes e o sector é resistente à mudança, pois cada nova tecnologia demora anos a chegar ao mercado e quase uma década a renovar.
Para antevermos a subida do preço do gás devemos estar atentos sobretudo a: Crise Económica, Preço do Petróleo, Cartel do Gás, Energias alternativas no aquecimento e produção de energia elétrica.
Nos últimos meses têm surgido várias notícias que anunciam a existência de um Cartel sobre o Gás semelhante ao que a OPEP faz sobre o petróleo. Controlado especialmente pela Rússia existe uma pressão forte para que o preço do gás suba, o que trás consequências graves para a Europa.
Contudo, o preço do gás de momento não pode subir muito, porque o gás e o petróleo são produtos concorrenciais. E como o petróleo tem estado a preços muito baixos, o gás não pode subir, para não ser totalmente substituído.
Aquando de uma recuperação da economia, também o preço do petróleo deverá voltar a subir para valores acima dos 100 dólares. Devemos estar preparados para que quando tal aconteça, também o preço do gás suba na mesma proporção.
Contudo, as energias alternativas poderão dar uma ajuda à Economia.
O gás e o petróleo são fortemente utilizados na produção de electricidade e calor.
Nestes dois casos as energias alternativas começam a ganhar terreno e competitividade face ao petróleo e ao gás. Os países, como EUA e Portugal, que estão preocupados com a sua dependência energética, vêem-se obrigados a procurar alternativas, porque a sua economia depende disso.
Já nos combustíveis (gasolina, gasóleo e GPL) as alternativas ainda são fracas concorrentes e o sector é resistente à mudança, pois cada nova tecnologia demora anos a chegar ao mercado e quase uma década a renovar.
Para antevermos a subida do preço do gás devemos estar atentos sobretudo a: Crise Económica, Preço do Petróleo, Cartel do Gás, Energias alternativas no aquecimento e produção de energia elétrica.
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